Por segundos parece que a mente apagou tudo: do que íamos pegar na
geladeira à resposta da prova. O problema não está na memória, mas na
falta de atenção. “É um mecanismo essencial na ativação das memórias de
curto prazo e operacional, que armazenam temporariamente dados
necessários para o cérebro comandar ações rápidas, como digitar no
celular um número que logo vai ser esquecido”, explica Tarso Adoni,
médico do Núcleo de Neurociências do Hospital Sírio-Libanês, em São
Paulo. Ocorre que o lobo frontal, responsável pela atenção e memórias
transitórias, tem capacidade limitada de armazenamento. Só fica ali —
com chances de seguir para a memória permanente conforme a relevância e
utilidade — o que a atenção selecionou. O que passou batido será apagado
em seguida caso não cheguem novas pistas relacionadas. Isso explica a
razão de a ideia “esquecida” ser “lembrada” ao voltarmos onde estávamos
antes do branco.
Esse tipo de apagão é diferente dos causados pelo álcool, que afeta
memórias consolidadas, ou pela ansiedade. Neste caso, o cérebro entende o
nervosismo como ameaça e se concentra em combatê-lo. Se os “brancos”
afetarem a qualidade de vida, melhor procurar um médico.
FONTE: http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2014/04/por-que-barbas-estao-na-moda.html
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Profª Esp. Lisane S. Butka