quinta-feira, 22 de abril de 2010

Resposta de e-mail da pesquisadora argentina Mirta Torres


Pesquisadora argentina defende que, para trabalhar com produção
textual, os professores também precisam ser bons leitores e escritores

Após leitura de uma reportagem com a pesquisadora argentina MIRTA TORRES, cujo título encontra-se supra-citado, enviei-lhe um e-mail, cuja pergunta que fiz e resposta vê-se acima: (e olha que eu nem contava com a resposta, quanto mais com tanta presteza, he he)

terça-feira, 20 de abril de 2010


DECODIFICAÇÃO DE SIGNOS NÃO É LEITURA

A leitura é uma das habilidades mais importantes e fundamentais que podem, e hoje, mais do que nunca precisam ser desenvolvidas pelo ser humano. Partindo da leitura de mundo é que podemos compreender a realidade em que estamos inseridos. Só então nos tornamos aptos e capazes de fazer interferência em nosso espaço social.
A habilidade de leitura é essencial, e, em se falando de alunos, lhes dá suporte, embasamento para o estudo de outras áreas do conhecimento. Ao estudar matemática, a criança terá que realizar a leitura de sinais, de números existentes em uma determinada situação, bem como a leitura dos enunciados das questões propostas nas atividades. Já em história, depara-se com um universo de palavras que caracterizam uma época, um acontecimento. Sendo capaz de realizar uma leitura proficiente desse contexto, ela não só compreenderá o passado, como também poderá estabelecer paralelos sobre a época estudada e a realidade atual.
As habilidades de leitura vão muito além de uma simples decodificação, na verdade, vão além da própria compreensão do que foi lido. Mas quais são os conhecimentos e habilidades de leitura que o aluno deve ter? A habilidade que se deve ter de leitura não é somente traduzir sílabas ou palavras (signos linguísticos), em sons, isoladamente (a decodificação).
Instala-se aqui a constatação assustadora que venho observando no dia-a-dia da sala de aula. Constatação essa que me inquieta, instiga e tira o sono: NÃO SE SABE LER!
Quando afirmo esse fato, refiro-me à transposição do conjunto de palavras que formam uma frase ou texto em entendimento, compreensão. “A leitura é um processo no qual “o leitor é um sujeito ativo que
processa o texto e lhe proporciona seus conhecimentos, experiências e esquemas prévios.” (SOLÉ, 1998, p. 18)
Nesta afirmação de Solé, ao falar de esquemas prévios, surge o que percebo ser um dos graves problemas que vem ocorrendo, e que aponta para uma contradição intrigante, os conhecimentos prévios que se fazem necessários ao bom entendimento parecem inexistir, aquela bagagem cultural que se traz de casa, do bate-papo do dia, do que se ouve nos noticiários, nas músicas (as boas, é claro, tão raras de se ouvir na mídia), da leitura do gibi, da conversa com os avós, dos anúncios publicitários... O que é extremamente espantoso, contraditório, como já dito, é ver, sentir isso acontecendo numa contemporaneidade que faculta e possibilita o acesso variado a todo e qualquer tido de informação.
Creio aqui, para aclarar a contradição surgida, bastaria a constatação que não se pode esquecer: a informação sem mediação reflexiva, análise crítica não se torna “conhecimento”.
Pode-se dizer que as etapas, que permitirão que se chegue à leitura são quatro:
A Decodificação
O aluno primeiramente decodifica os símbolos escritos. É uma leitura superficial que, apesar de incompleta, é essencial fazê-la mais de uma vez num mesmo texto. É o momento em que o aluno deve anotar as palavras desconhecidas para achar um sinônimo, passo importante para passar para a próxima etapa de leitura, a compreensão do que foi lido.
Segundo Angela Kleiman (1993 apud MENEGASSI; CALCIOLARI, 2002, p. 82), "as práticas de leitura como decodificação não modificam em nada a visão de mundo do leitor, pois se trata apenas de automatismos de identificação e pareamento das palavras do texto com as palavras idênticas em uma pergunta ou comentário”.
A compreensão
Nesta etapa o leitor deve captar o sentido do texto lido. Deve saber do que se trata o texto, qual a tipologia usada, compreender o que o autor objetiva e ser capaz de resumir em duas ou três frases a essência do texto. Menegassi; Calciolari (2002) observa que “nesse caso, a compreensão só ocorre se houver afinidade entre o leitor e o texto; se houver uma intenção de ler, a fim de atingir um determinado objetivo.”
A interpretação
O leitor, aluno, deve interpretar uma seqüência de idéias ou acontecimentos que estão implícitas no texto. Se não houve a compreensão terá sérias dificuldades de dar respostas a questionamentos, pois se faz necessária para poder interpretar sentidos do texto que não são literais.
O educador e escritor Rubem Alves nos diz que:
“Na vida estamos envolvidos o tempo todo em interpretar. Um amigo diz uma coisa que a gente não entende. A gente diz logo: "O que é que você quer dizer com isso?". Aí ele diz de uma outra forma, e a gente entende. E a interpretação, todo mundo sabe disso, é aquilo que se deve fazer com os textos que se lê. Para que sejam compreendidos. Razão por que os materiais escolares estão cheios de testes de compreensão. Interpretar é compreender.’ (ALVES, 2004)
O início de toda interpretação se dá pela questão fundamental que todo texto suscita: “o que o autor quis dizer com isso?”
A retenção
Aqui, o leitor deve ser capaz de reter as informações trabalhadas nas etapas anteriores e aplicá-las: fazendo analogias, comparações, reconhecendo o sentido de linguagens figuradas ou subtendidas, e o principal, aplicar em outros contextos refletindo sobre a importância do que foi lido fazendo um paralelo com seu cotidiano, aprendendo com isso, a fazer suas próprias análises críticas. Esse armazenamento é o que possibilitará a produção textual crítica.
Apesar de toda essa preocupação com as habilidades de leitura, na escola, ela deve ser uma aprendizagem e não uma técnica resultante de uma mecanização ou receita a ser seguida. Deve ser uma ação do aluno refletindo, levantando hipóteses e se inteirando sobre o objeto de conhecimento.
Torna-se importante que o professor busque conhecer seus alunos no que diz respeito ao seu estilo de vida, culturas e ideologias; e tomar como ponto de partida as várias experiências vividas pelos alunos. Essa é a base de uma preparação da aprendizagem de leitura, não se esquecendo de valorizar as opiniões e gostos desses alunos.
A maneira como a escola conduz o aluno à leitura, através do bê-a-bá, pode acarretar sérios problemas para a formação do leitor. O reconhecimento das famílias silábicas, como das letras, faz parte do processo de decifração e não da leitura, como comumente se pensa. (VILAR, 2001)
Importa a concepção de que "a melhor coisa que a escola poderia oferecer aos alunos é a leitura (...) se um aluno não se sair bem nas outras atividades, mas for um bom leitor, a escola já cumpriu grande parte de sua tarefa". (CAGLIARI, 1996)
Faz-se necessário rever os usos que a escola faz da leitura, usada pra vários fins, menos para o que, realmente, ela serve. Os alunos lêem para depois “copiar” o que uma personagem disse, ou o que o autor disse; lêem para procurar “erros” de ortografia ou para observar no texto o que eles aprenderam nas aulas de gramática, ou lêem para responder a uma chamada oral do professor, para poder provar que leu o que ele pediu.
Esse, porém, não é o objetivo dos livros, a leitura serve para formar leitores pensantes e críticos que saibam resolver problemas novos e jamais vividos. Não basta copiar o que o autor disse, tem de formular suas próprias idéias para defender ou criticar o autor, ou aplicar o novo conhecimento ao seu cotidiano.

PROFESSORA LISANE SIMONE BUTKA
LICENCIADA EM LETRAS E ESPECIALISTA EM INTERDISCIPLINARIDADE

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Chistes de alumnos y profesores


Jaimito le dice a su padre:
¡Papá, papá, tengo una noticia buena y otra mala!
¿Cuál es la buena Jaimito?
¡Que he aprobado todas!
¿Y la mala?
¡Que es mentira!




El profesor repartiendo las notas:
Luisito un diez.
Pedrito un ocho.
Juanito un seis.
Jaimito un cero.
Oiga profesor, ¿Y por qué a mí un cero?
Porque has copiado el examen de Pedrito.
¿Y usted cómo lo sabe?
Porque las cuatro primeras preguntas, están iguales, y en la última pregunta Pedrito respondió: "Esa, no me la sé" y tu has puesto: "Yo tampoco".

domingo, 18 de abril de 2010

Eu e os outros (copio e aplaudo a criatividade)

EU USO FACA, O JOSÉ SERRA.
EU JOGO NA QUINA, O AYRTON SENNA
EU DISSE "MEU DEUS!", O OSWALDO CRUZ.
EU QUERO GUERRA, A BÁRBARA PAZ
EU QUEBRO PRÉDIOS, A TATI QUEBRA BARRACO
EU FALO BONITA, O MIGUEL FALABELA
EU GOSTO DO BATMAN, O LUCIANO HULCK
EU SOU BRASILEIRO, O RENATO RUSSO.
EU NÃO ESTIVE LÁ, MAS A ADRIANA ESTEVES
EU GOSTO DO CHAPOLIN, O HUGO CHAVEZ
EU ANDO DE ONIBUS, O JAMES BOND
EU PINTO RETRATO, O JANIO QUADROS
EU BEBO CAFÉ, A CLAUDIA LEITE
EU USO SHAMPOO SEDA, O ÉRIC JOHNSON
EU COMO MAÇÃ, A DANI BANANINHA
EU NÃO FAÇO, MAS A BETH FARIA
O MEU ACORDA TARDE, O SEU MADRUGA
EU GOSTO DE CEREJA, A CAMILA PITANGA
EU GOSTO DE VINHO TINTO, A DEBORA SECO
EU NÃO QUERIA, MAS A CASSIA KISS
EU ME CASO ANO QUE VEM A MARJORIE ESTIANO
EU ANDO DE GOL, O DEDÉ SANTANA
EU TORÇO PELO FLAMENGO, A ANA BOTAFOGO
EU PREFIRO O VASCO, O SILVIO SANTOS.
EU TENHO CASA PEQUENA, O CARLOS CASAGRANDE.
EU JÁ VI CICLONE, A HILDA FURACÃO E O TONY TORNADO.
EU COMO TORRESMO, O KEVIN BACON
EU QUERIA ME CHAMAR FRANCISCO, O ERASMO CARLOS
EU VENDO XÍCARA, A GLÓRIA PIRES
EU SOU DA CIDADE, O MARTINHO DA VILA
EU SOU DA FLORESTA , A VANESSA DA MATA
O PATETA USA TECLADO, O MICKEY MOUSE
EU ESTUDO TUBARÃO, A CLÁUDIA RAIA
EU PEDI CARNE, O FILIPE MASSA
EU USO BOMBRIL, O BOB ESPONJA
EU CRIO GALINHA, O PAULO COELHO
MEU CABELO É PRETO, O DA BIANCA CASTANHO
O ZÉ FUMA, O CELSO PITA (ALIÁS, PITAVA)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Regras ou VOLP?

Help me please!!
E a regra diz:

"HÍFEN

Não se usará mais: quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em "antirreligioso", "antissemita", "contrarregra", "infrassom""

Entende-se que: auto + retrato= autorretrato, correto?
Mas eis que chegado o tal VOLP (para quem não sabe: Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa), o que encontro lá?

AUTO-RETRATO

E AGORA?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O que está acontecendo?

Assusto-me!
Desespero-me!
Decepciono-me: OS ALUNOS NÃO SABEM MAIS ESCREVER!!!!!!!!!!!!!
Noções básicas: parágrafos, iniciais maiúsculas, pontuação, acentuação, letra ininteligível...
Fica a pergunta: O que fazer?????

PLACAS? NÃO!!! ISSO SÃO "PRACAS" (leiam e desaprendam)

Placas
View more documents from dearlisim.